O Kwit é uma aplicação baseada na investigação científica para te dar todas as hipóteses de deixares de fumar com sucesso! Nesta página, vais encontrar uma lista não exaustiva das principais referências em que nos baseamos.
COMPONENTES DA APLICAÇÃO
MÉTODOS COGNITIVOS E COMPORTAMENTAIS
As autoridades de saúde francesas consideram as técnicas cognitivas e comportamentais como a única abordagem não medicamentosa aprovada para a cessação tabágica (boas práticas, 2014). As terapias cognitivas e comportamentais podem ser utilizadas como tratamentos de primeira linha, com elevados níveis de evidência (Hartmann-Boyce et al., 2021).
A abordagem do Kwit, assente na benevolência e na gratidão, demonstrou a sua eficácia, por exemplo na gestão dos sintomas depressivos (Iodice et al, 2021).
O PROGRAMA DE PREPARAÇÃO
De acordo com o modelo transteórico da mudança (Prochaska, DiClemente & Norcross, 1992), a mudança de comportamento é um processo faseado. Cada etapa está associada a estratégias específicas. O modelo COM-B (Michie, Van Stralen & West, 2011) mostra a importância de vários fatores que contribuem para uma mudança bem-sucedida: a oportunidade, a autoeficácia e a motivação.
Poucos programas integram estes três fatores. É por isso que criámos uma intervenção em 9 etapas, que segue os princípios da entrevista motivacional e recorre a estratégias cognitivas e comportamentais. Em conformidade com os modelos acima citados, este programa visa reforçar a vontade de mudança dos utilizadores, combater as dificuldades e os obstáculos à cessação tabágica, superar desafios e planear a data para deixar de fumar. Este programa foi concebido para pessoas na fase de preparação, que corresponde a este estado de espírito: “Quero mudar, mas não sei como fazê-lo”.
Durante o programa, são utilizados dois questionários padronizados e validados: o teste de Fagerström para a dependência da nicotina e o teste de Horn para avaliar o tipo de dependência. Foram usadas várias técnicas de mudança de comportamento para conceber o percurso de 9 etapas. São propostos exercícios de respiração aos utilizadores como estratégia para superar os desejos de fumar (Loftalian et al, 2020).
PAINEL DE CONQUISTAS
As conquistas a desbloquear na aplicação baseiam-se em dados da literatura científica. Para as conquistas ambientais, consulta Zafeiridou et al. (2018). Para as conquistas relacionadas com os componentes do fumo e do tabaco (nicotina, alcatrão, monóxido de carbono), consulta Calafat et al. (2004). Para as conquistas relacionadas com a saúde, consulta as referências nos sites do CDC e da OMS.
REGISTO DE HUMOR
O registo de humor permite ao utilizador aumentar o conhecimento sobre si próprio e sobre as suas reações, e manter-se proativo na gestão do seu bem-estar mental (Church et al., 2010; Gay et al., 2011). A saúde mental é uma componente da saúde geral, de acordo com a definição da OMS. Estar de bom humor traz benefícios para a saúde física e reforça o compromisso com comportamentos mais saudáveis. Registar o próprio humor também permite determinar quais os contextos que desencadeiam determinados sentimentos, para que se possa adaptar o ambiente e a rotina de modo a aumentar o bem-estar.
OBJETIVOS PESSOAIS
Os utilizadores podem definir objetivos pessoais de tempo e/ou de dinheiro. A definição de objetivos é uma técnica de mudança de comportamento bem conhecida (Michie et al, 2013).
ESCREVER UMA MEMÓRIA
A escrita de um diário tem sido estudada, em particular em pessoas que lutam contra a ansiedade, a depressão (Smyth et al., 2018) e a perturbação depressiva major (Krpan et al., 2013).
REFERÊNCIAS GERAIS
HAS, 2014. Arrêt de la consommation de tabac : du dépistage individuel au maintien de l’abstinence en premier recours. (Source)
Hartmann-Boyce J, Livingstone-Banks J, Ordóñez-Mena JM, Fanshawe TR, Lindson N, Freeman SC, Sutton AJ, Theodoulou A, Aveyard P. Behavioural interventions for smoking cessation: an overview and network meta-analysis. Cochrane Database Syst Rev. 2021 Jan 4;1:CD013229. (Source)
Iodice JA, Malouff JM, Schutte NS (2021) The Association between Gratitude and Depression: A Meta-Analysis. Int J Depress Anxiety 4:024. (Source)
Prochaska, J. O., DiClemente, C. C., & Norcross, J. C. (1992). In search of how people change: Applications to addictive behaviors. American Psychologist, 47(9), 1102–1114. (Source)
Michie, S., van Stralen, M.M. & West, R. The behaviour change wheel: A new method for characterising and designing behaviour change interventions. Implementation Sci 6, 42 (2011). (Source)
Fagerström K. Determinants of tobacco use and renaming the FTND to the Fagerstrom Test for Cigarette Dependence. Nicotine Tob Res. 2012 Jan;14(1):75-8. (Source)
Frederick F. Ikard, Dorothy E. Green & Daniel Horn (1969) A Scale to Differentiate between Types of Smoking as Related to the Management of Affect, International Journal of the Addictions, 4:4, 649-659. (Source)
Lotfalian S, Spears CA, Juliano LM. The effects of mindfulness-based yogic breathing on craving, affect, and smoking behavior. Psychol Addict Behav. 2020 Mar;34(2):351-359. (Source)
Zafeiridou, M., Hopkinson, N. S., & Voulvoulis, N. (2018). Cigarette Smoking: An Assessment of Tobacco’s Global Environmental Footprint Across Its Entire Supply Chain. Environmental Science & Technology, 52(15), 8087-8094. (Source)
Calafat AM, Polzin GM, Saylor J, et al. Determination of tar, nicotine, and carbon monoxide yields in the mainstream smoke of selected international cigarettes. Tobacco Control 2004;13:45-51. (Source)
Benefits of Quitting (Centers for Disease Control and Prevention). (Source)
Tobacco: Health benefits of smoking cessation (World Health Organisation). (Source)
Karen Church, Eve Hoggan, and Nuria Oliver. 2010. A study of mobile mood awareness and communication through MobiMood. In Proceedings of the 6th Nordic Conference on Human-Computer Interaction (NordiCHI '10), 128–137. (Source)
Gay, G., Pollak, J. P., Adams, P., & Leonard, J. P. (2011). Pilot Study of Aurora, a Social, Mobile-Phone-Based Emotion Sharing and Recording System. Journal of Diabetes Science and Technology, 5(2), 325–332. (Source)
Michie, S., Richardson, M., Johnston, M., Abraham, C., Francis, J., Hardeman, W., Eccles, M. P., Cane, J., & Wood, C. E. (2013). The behavior change technique taxonomy (v1) of 93 hierarchically clustered techniques. Annals of Behavioral Medicine, 46(1), 81-95. (Source)
Smyth, J. M., Johnson, J. A., Auer, B. J., Lehman, E., Talamo, G., & Sciamanna, C. N. (2018). Online Positive Affect Journaling in the Improvement of Mental Distress and Well-Being in General Medical Patients With Elevated Anxiety Symptoms: A Preliminary Randomized Controlled Trial. JMIR mental health, 5(4), e11290. (Source)
Krpan, K. M., Kross, E., Berman, M. G., Deldin, P. J., Askren, M. K., & Jonides, J. (2013). An everyday activity as a treatment for depression: the benefits of expressive writing for people diagnosed with major depressive disorder. Journal of affective disorders, 150(3), 1148–1151. (Source)
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